domingo, 28 de maio de 2017

IMPORTAÇÃO DE MERCADORIA COM ANUÊNCIA DO MAPA

Olá pessoal!

São muitas as mercadorias que têm anuência do MAPA – Ministério da Agricultura.

Desde obras de madeira, produtos para uso na agropecuária, bebidas em geral, vinhos, azeites, plantas vivas, flores, frutas, etc.

Então, devido a abrangência de mercadoria que o MAPA é responsável pela “autorização” de entrada no país, vocês em algum momento já devem ter se “esbarrado” na necessidade de licença de importação (LI) de anuência do MAPA, não é?

Mas, na minha visão, o que mais causa dificuldade quando entramos em uma operação de importação que necessita de autorização do MAPA, não é propriamente a LI, esta facilmente geramos, e na maioria dos casos, a LI é “pos-embarque” como chamamos no dia a dia, ou seja, está dispensada de autorização prévia de importação, antes do embarque.


COMO SABER SE A LI DO MAPA É “PRÉ” OU “PÓS” EMBARQUE?

Primeiro é necessário saber qual o procedimento determinado pelo MAPA para sua mercadoria.

COMO SABER QUAL O PROCEDIMENTO DA MINHA MERCADORIA?

Na tabela que consta anexada ao final da IN 51/2011, vejam aqui.


Carol, dá para explicar com um exemplo?

Sim! Vamos lá!


EXEMPLO: CHAMPANHE (VINHO)

  • Mercadoria: Champanhe (vinho)


NA TABELA DA IN 51...

Ver o ANEXO ATUALIZADO - Fica no final da IN 51


Vejam que a mercadoria Champanhe está envolvida nos procedimentos I e VIII da tabela. O DIPOV é a divisão do MAPA responsável pela fiscalização deste tipo de produto. DIPOV - Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal.



Carol, e como saber se precisa de LI antes do embarque ou não??

Deve-se voltar na IN 51/2011...E ler o artigo 2º...que diz...


IN 51/2011

Art. 2º Para fins de controle sanitário, fitossanitário, zoossanitário e de qualidade, a importação de produtos agropecuários, quando sujeita ao licenciamento de importação no SISCOMEX, somente será autorizada em conformidade com os seguintes procedimentos:

I - PROCEDIMENTO I: produtos dispensados de autorização prévia de importação, antes do embarque ou transposição de fronteira e sujeitos ao deferimento da licença de importação (LI) no SISCOMEX após a conferência documental, fiscalização e inspeção sanitária, fitossanitária e de qualidade; a fiscalização e a inspeção serão executadas na chegada da mercadoria e antes do desembaraço aduaneiro;

II - PROCEDIMENTO II: produtos dispensados de autorização prévia de importação, antes do embarque ou transposição de fronteira e sujeitos ao deferimento da licença de importação (LI) no SISCOMEX após a conferência documental e de conformidade do lacre, da temperatura, da rotulagem e identificação antes do despacho aduaneiro; a fiscalização e a inspeção sanitária, fitossanitária e de qualidade poderão ser realizadas em estabelecimento de destino registrado ou relacionado no MAPA;

III - PROCEDIMENTO III: produtos sujeitos à autorização prévia de importação, antes do embarque ou transposição de fronteira, e ao deferimento da LI no SISCOMEX após a conferência documental, fiscalização e inspeção sanitária, fitossanitária e de qualidade; a fiscalização e inspeção serão executadas na chegada da mercadoria e antes do despacho aduaneiro;

IV - PROCEDIMENTO IV: produtos sujeitos à autorização prévia de importação, antes do embarque ou transposição de fronteira, e ao deferimento da LI no SISCOMEX após a conferência documental e de conformidade do lacre, da temperatura, da rotulagem e identificação, antes do despacho aduaneiro; a fiscalização e a inspeção sanitária, fitossanitária e de qualidade poderão ser realizadas em estabelecimento de destino registrado ou relacionado no MAPA;

V - PROCEDIMENTO V: produtos sujeitos à autorização prévia de importação, antes do embarque ou transposição de fronteira, dispensados de fiscalização e inspeção sanitária, fitossanitária e de qualidade no ponto de ingresso, devendo ser submetidos à conferência documental e posterior deferimento da LI no SISCOMEX, antes do despacho aduaneiro; a fiscalização e a inspeção sanitária, fitossanitária e de qualidade poderão ser realizadas em estabelecimento de destino registrado ou relacionado no MAPA;

VI - PROCEDIMENTO VI: produtos que não ofereçam risco sanitário, zoossanitário ou fitossanitário, importados a granel por portos e postos de fronteira, sujeitos ou não à autorização prévia de importação, antes do embarque ou transposição de fronteira; a mercadoria fica sujeita à autorização da Unidade do Sistema VIGIAGRO para o início do descarregamento, e ao deferimento antecipado da LI no SISCOMEX, após a conferência documental, devendo ser observadas, ainda, as seguintes disposições:

a)     os produtos com padrão de identidade e qualidade estabelecido pelo MAPA somente terão o deferimento da LI realizado antecipadamente mediante compromisso firmado pelo importador ou seu representante legalmente constituído, para depósito e disponibilização da mercadoria para inspeção e coleta de amostras para a realização de exames estabelecidos na legislação específica;
b)     a inspeção e a fiscalização sanitária, fitossanitária e de qualidade das mercadorias enquadradas no Procedimento VI, quando exigida em legislação específica, serão realizadas no ponto de ingresso da mercadoria;

VII - PROCEDIMENTO VII: produtos passíveis de admissão em regime de entrepostagem aduaneira, dispensados da fiscalização e inspeção sanitária, fitossanitária e de qualidade, quando da chegada da mercadoria no ponto de ingresso no País, mas sujeitos ao deferimento da LI no SISCOMEX, após a extinção do regime, devendo ser observadas, ainda, as seguintes disposições:

a)     os produtos enquadrados concomitantemente no Procedimento I ou II e no Procedimento VII ficam dispensados de autorização de importação, prévia ao embarque ou transposição de fronteira, mas sujeitos aos procedimentos de conferência documental, fiscalização e inspeção, conforme o caso, descritos nos incisos I ou II, deste artigo, e ao deferimento do LI no SISCOMEX, antes do despacho aduaneiro;
b)     os produtos enquadrados concomitantemente no Procedimento III, IV ou V e no Procedimento VII, ficam sujeitos à autorização para fins de entrepostagem aduaneira prévia ao embarque ou transposição de fronteira, emitida por escrito pelo setor técnico competente do MAPA, e aos procedimentos de conferência documental, fiscalização e inspeção descritos no inciso III, IV ou V deste artigo, e ao deferimento do LI no SISCOMEX, antes do desembaraço aduaneiro;

VIII - PROCEDIMENTO VIII: produtos passíveis de admissão para importação em regime de trânsito aduaneiro, podendo ser dispensados de formalização de processo, fiscalização e inspeção sanitária, fitossanitária e de qualidade no ponto de ingresso, desde que respeitadas a categorização de risco e as condições de acondicionamento e transporte estabelecidas na legislação específica e destinadas à aduana especial ou recinto alfandegado que disponha, ou seja, atendida por Unidade do Sistema VIGIAGRO.



Como estamos falando de um importação normal, e não de trânsito aduaneiro, teríamos que respeitar o PROCEDIMENTO I, ou seja, para champanhe o procedimento do MAPA é o I, produtos dispensados de autorização prévia de importação, antes do embarque. A LI pode ser feita/emitida com a mercadoria já no Brasil, por isso que é chamada de “pós” embarque.

  • PROCEDIMENTO I: produtos dispensados de autorização prévia de importação, antes do embarque ou transposição de fronteira e sujeitos ao deferimento da licença de importação (LI) no SISCOMEX após a conferência documental, fiscalização e inspeção sanitária, fitossanitária e de qualidade; a fiscalização e a inspeção serão executadas na chegada da mercadoria e antes do desembaraço aduaneiro;


Sendo neste caso “pós” embarque o deferimento da LI se dará após a chegada da mercadoria no Brasil, pois o MAPA fará a conferência da mercadoria no porto ou aeroporto para então, depois desta inspeção, deferir ou não a LI.


Carol, então o que é que mais dificulta na operação de importação com anuência do MAPA???


Os sistemas utilizados pelo Ministério da Agricultura!

Deem uma olhada nesta página:


Viram! São vários sistemas e cada um é para uma finalidade específica!


Vou mostrar alguns...

Continuando com nosso EXEMPLO da champanhe...


Para importar champanhe não basta apenas embarcar a mercadoria e depois fazer a LI! Não!

O importador primeiro precisa ter Registro do Estabelecimento Importador junto ao MAPA.

Esse registro é efetuado através de um sistema chamado SIPEAGRO.

1º) REGISTRO DO ESTABELECIMENTO IMPORTADOR JUNTO AO MAPA

SISTEMA: SIPEAGRO - Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários

Vejam que para esse registro é solicitado uma série de documentos além do cadastro via SIPEAGRO.

  • Registro de Estabelecimento com Inscrição no CNPJ Importadores ou Exportadores:

a. Formulário de registro de estabelecimento (Anexo II);  (excluído)  
b. Comprovante de Inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ);
c. Comprovante de Inscrição Estadual, quando aplicável;
d. Contrato Social consolidado com suas alterações, constando a atividade do estabelecimento prevista nos Regulamentos das Leis nº
    7.678/1988 e nº 8.918/1994; e
e. Alvará de funcionamento da empresa, expedido pela Prefeitura Municipal ou pela Administração Regional do DF.
h.Documentos de identificação pessoal do Representante Legal (que consta no Contrato Social).
   Atenção: Responsável Técnico é DISPENSÁVEL.


****

Depois, o exportador desta champanhe terá que emitir um documento chamado Certificado de origem e de análise, que deverá ser emitido por órgão oficial ou oficialmente credenciado do país de origem do produto. 

Esta lista dos organismos e laboratórios estrangeiros está disponível em um outro sistema do MAPA chamado SISCOLE.

2º) CERTIFICADO DE ORIGEM E ANÁLISE

SISTEMA: SISCOLE - Sistema de Cadastro de Organismo e Laboratórios Estrangeiros


****

Depois, quando mercadoria chega no Brasil, é necessário fazer a Licença de Importação (LI) Via SISCOMEX.

Neste caso o SISCOMEX não é um sistema próprio do MAPA, mas é mais uma fase de anuência do MAPA.

3º) LICENÇA DE IMPORTAÇÃO

SISTEMA: SISCOMEX


****

E então paralelamente a LI deve-se fazer o Requerimento de Inspeção, documento necessário para a inspeção da carga no porto ou aeroporto. 

Esse documento é feito via outro sistema chamado SIGVIG.
 
4º) REQUERIMENTO DE INSPEÇÃO

SISTEMA: SIGVIG - Sistema de Informações Gerenciais do Trânsito Internacional de Produtos e Insumos Agropecuários


 ****

Carol acabou????

Ainda não...

É que para que você possa ter sua mercadoria inspecionada, é necessário fazer o upload dos documentos da importação em um outro sistema, que é o Dossiê da Receita Federal e vinculá-lo ao Requerimento de Inspeção lá no SIGVIG.

5º) CRIAR DOSSIÊ

SISTEMA: VISÃO INTEGRADA – VICOMEX


****

Vou parar por aqui, mas ainda teríamos mais fases e sistemas dentro de uma operação de importação como esta de champanhe. 

Notem que em cada fase existe um prazo por parte do MAPA, não são sistemas automáticos, na sua maioria requerem que um agente do MAPA interceda nas análises e autorizações

O que faz com que existam prazos extensos para análise e uma série de documentos a serem apresentados. 

Os sistemas do MAPA na sua maioria são um pouco amarrados na minha opinião, acesso por vezes complicado, por estarem fora do ar, ou a senha não estar funcionando corretamente. O preenchimento também não é fluido, abrem várias janelas, e uma informação fica amarrada em outra o que dificulta a correção.

Na próxima matéria do blog, vou continuar falando sobre este assunto.

Vou voltar a falar sobre o REQUERIMENTO DE INSPEÇÃO DO MAPA, que é um documento exigido para a maior parte das mercadorias que têm anuência do MAPA.


COMO FAZER O REQUERIMENTO DE INSPEÇÃO DO MAPA NO SIGVIG?


Aguardem os próximos capítulos!  ☺


Abraços!!


sexta-feira, 21 de abril de 2017

EXIGÊNCIAS – LICENÇA DE IMPORTAÇÃO – DECEX

Olá!

Quando vocês veem que a LI que estava para análise entrou em exigência, já dá um calafrio, não é?!

E uma exigência que tem aparecido muito, ao meu ver é esta abaixo.



Com base no Decreto nº 8.663/2010, inciso V, art. 18, Anexo I, e na Portaria SECEX nº 23/2011,artigos 19, 21 e 30, solicitamos que o importador apresente ao DECEX/CGIM documentação que comprove que o preço declarado na LI está compatível com os preços praticados no mercado internacional. O processo deverá ser instruído com documentos indicados no art. 30 da Portaria SECEX nº 23/2011 com o objetivo de comprovar os aspectos comerciais da operação, tais como, lista de preços de fornecedores do mesmo produto originário de outros países (diferentes do declarado na LI, com tradução juramentada e devidamente consularizada); estatísticas oficiais nacionais e estrangeiras (destacando o preço praticado por outros países exportadores do mesmo produto); cotação de bolsas internacionais de mercadorias (se for o caso); publicações especializadas; contratos de bens de capital fabricados sob encomenda; e quaisquer outras informações porventura necessárias. A documentação deverá ser entregue por meio de anexação eletrônica no módulo Visão Integrada da plataforma Portal Siscomex, de acordo com o item 8.1.2 do Anexo I do "Manual Visão Integrada e Módulo Anexação". Ao anexar o "Termo de Instrução de Processo DECEX" ao dossiê, conforme o item 8.1.2.3 do Anexo I do Manual, o importador deverá selecionar a palavra-chave "Acompanhamento de Preço".




E aí, Carol, o que fazer?

Parece que a gente não sabe nem por onde começar...

Bom, ao invés de copiar e colar a exigência para enviar para todos os envolvidos, é melhor lê-la novamente e devagar. Eu costumo dividir o texto, para que fique mais claro o que o órgão anuente está solicitando, vejam:


1. Solicitação:

Solicitamos que o importador apresente ao DECEX/CGIM documentação que comprove que o preço declarado na LI está compatível com os preços praticados no mercado internacional. 


2. Documentos:

  • Lista de preços de fornecedores do mesmo produto originário de outros países (diferentes do declarado na LI, com tradução juramentada e devidamente consularizada);

  • Estatísticas oficiais nacionais e estrangeiras (destacando o preço praticado por outros países exportadores do mesmo produto); 

  • Cotação de bolsas internacionais de mercadorias (se for o caso); publicações especializadas;

  • Contratos de bens de capital fabricados sob encomenda;

  • E quaisquer outras informações porventura necessárias.


3. Entrega dos documentos:

A documentação deverá ser entregue por meio de anexação eletrônica no módulo Visão Integrada da plataforma Portal Siscomex, de acordo com o item 8.1.2 do Anexo I do "Manual Visão Integrada e Módulo Anexação". 


Ao anexar o "Termo de Instrução de Processo DECEX" ao dossiê, conforme o item 8.1.2.3 do Anexo I do Manual, o importador deverá selecionar a palavra-chave "Acompanhamento de Preço".


COMO RESOLVER?



Terão que providenciar os documentos solicitados, e anexá-los conforme a instrução de entrega de documentos.

Vejam que no Manual - Visão Integrada e Módulo Anexação (vejam link aqui) diz o seguinte sobre termo de instrução:


  • TERMO DE INSTRUÇÃO DE PROCESSO

O “Termo de Instrução de Processo DECEX” deverá conter todas as informações necessárias para instruir o processo para o DECEX, como a identificação do importador, o detalhamento do pleito, o número da(s) LI, a(s) NCM, a relação dos documentos anexados, etc. Deverá também conter uma declaração da seguinte forma: “Declaro que foram anexados ao dossiê
__________ (informar o número do dossiê) todos os documentos para fins de instrução de processo referente às LI ___________(informar o número da(s) LI). Declaro encerrada a instrução do processo em questão, estando as LI disponíveis para análise do DECEX.” 

E ainda:

O “Termo de Instrução de Processo DECEX” deve ser o último documento disponibilizado para o órgão, representando o ato de entrega dos documentos que constam no dossiê para o DECEX.

Eu faço em papel timbrado no Word.

Vejam informação do DECEX:

************************************************



************************************************


Então, vejam um EXEMPLO/MODELO que eu criei:

*Pessoal é só um exemplo, ok?!



  • ESTATÍSTICAS OFICIAIS NACIONAIS E ESTRANGEIRAS
Existe um site internacional que traz estatísticas da área de comércio exterior, importação e exportação.


Não é um plataforma muito amigável, diria até que é um pouco confusa, mas tem muitas informações interessantes, inclusive do próprio MDIC.


TRADE MAP - http://www.trademap.org - An online tool with monthly, quarterly and yearly international trade data combined with statistical indicators and information on trading companies which helps you prioritize export or import markets.



Traduzindo:

TRADE MAP é uma ferramenta on-line com dados mensais, trimestrais e anuais do comércio internacional, combinada com indicadores estatísticos e informações sobre empresas comerciais que ajuda você a priorizar os mercados de exportação ou importação.”

  • PALAVRA-CHAVE

Observei que houve alteração no sistema recentemente com relação a palavra-chave.

Não mais consta “Acompanhamento de Preço”, e sim “Fiscalização de Preço”.

Vejam tela do sistema de quando efetuamos a anexação dos documentos:




Desta forma terão que juntar a documentação solicitada e fazer a anexação conforme solicitado na entrega de documentos.

O caminho é o seguinte para a anexação:

PORTAL SISCOMEX → VISÃO INTEGRADA → ACESSAR COMO: IMPORTADOR


  • INICIANDO A ANEXAÇÃO
  • ANEXAR A NOVO DOSSIÊ

O usuário clicou no botão “Anexar a novo dossiê” - O sistema apresenta a tela “Criar Dossiê”.

  • ANEXAR DOCUMENTOS AO DOSSIÊ:

O sistema apresenta tela com as seguintes informações: Número do Dossiê, Tipo de Documento, Palavras-Chave, Órgãos Anuentes que podem ter acesso ao documento, botão “Inclusão do documento”, link Selecionar arquivo, checkbox de ciência sobre a anexação, botão “Assinar e Anexar”, botão “Cancelar”.


****************************************************************

Para verem as instruções completas, acessem o Manual, vejam link aqui.

****************************************************************


DICA!

COMO FAZER A LI DA MANEIRA CORRETA!


EXEMPLO!

Um exemplo bem interessante é com a mercadoria: Óculos de Sol

Vejam que tem uma NOTÍCIA SISCOMEX que traz as informações de como devem ser declarados os óculos no SISCOMEX-importação:


[LI] - Notícia Siscomex nº 0076, de 20/07/2015:

"Comunicamos que, a partir do dia 27/07/2015, as importações dos produtos classificados nas NCM 9003.11.00, 9003.19.10, 9003.19.90, 9003.90.90, 9004.10.00, 9004.90.10 e 9004.90.90 deixarão de ser analisadas pela Coordenação-Geral de Importação do Decex em Brasília e passarão a ser analisadas exclusivamente pelo Banco do Brasil.

Informamos ainda que haverá alteração no Tratamento Administrativo atualmente aplicado às importações dos produtos classificados nas NCM 9003.11.00, 9003.19.10 e 9004.10.00, com a criação dos seguintes destaques:

a) 9003.11.00 e 9003.19.10 (armações de óculos)
Destaque 001 - Com estojo
Destaque 999 - Sem estojo

Os produtos classificados nos referidos destaques estarão sujeitos ao regime de Licenciamento não Automático previamente ao embarque no exterior.

Serão exigidas na descrição detalhada da mercadoria da LI informações sobre peso e preço individual de cada modelo de óculos, e se possui ou não estojo, a fim de determinar a correta classificação nos destaques.

b) 9004.10.00 (óculos de sol)

Destaque 001 - Óculos de sol com a frente de plástico, sem estojo
Destaque 002 - Óculos de sol com a frente de metal, sem estojo
Destaque 003 - Óculos de sol com a frente de plástico, com estojo
Destaque 004 - Óculos de sol com a frente de metal, com estojo
Destaque 999 - Outros

Os produtos classificados nos referidos destaques estarão sujeitos ao regime de Licenciamento não Automático previamente ao embarque no exterior.

Serão exigidas na descrição detalhada da mercadoria da LI informações sobre peso e preço individual de cada modelo de óculos, o material constitutivo da parte frontal dos óculos, e se possui ou não estojo, a fim de determinar a correta classificação nos destaques.

Departamento de Operações de Comércio Exterior"




Desta forma, com esta notícia, é necessário que a DESCRIÇÃO DA LI no SISCOMEX siga estas orientações!


Então, POR EXEMPLO o óculos de sol abaixo, ficaria com a descrição no campo da LI assim:


                                                                   

ÓCULOS DE SOL COM A FRENTE DE METAL E COM ESTOJO, MODELO XXXXX, REFERENCIA XXXXX, COR DA ARMAÇÃO: COBRE, COR DA LENTE: MARROM GRADIENTE/DEGRADÊ, PESO UN. OCULOS XXXXX // PESO UN. ESTOJO XXXX - PRECO UN. XXXX DOLARES.



Carol, por que você colocou o peso do estojo na descrição???


Porque PESO é uma das variáveis/medidas que o DECEX/BANCO DO BRASIL utilizam na comparação de preços junto ao mercado internacional, e estas podem influenciar no preço do óculos, o que faz a mercadoria ficar sujeita a exigência citada no início do post.

Vejam que o intuito do DECEX não é determinar um preço mínimo, mas solicitar ao importador que justifique o porquê de sua operação estar fora dos valores praticados no mercado e assim encaminhe ao DECEX elementos (documentos) que provem a regularidade dos aspectos comerciais da importação.


"...o DECEX não indefere Licença de Importação por conta da prática de dumping, pois o DECEX não possui esta competência. O que este anuente pode fazer é monitoramento de preços (art. 30, Portaria SECEX n. 23/11), implicando em exigências para o importador para que demonstre a compatibilidade do preço descrito na LI com o praticado em países de economia de mercado. Até esta comprovação a LI fica em exigência. Não havendo comprovação, ela é cancelada depois de 90 dias automaticamente pelo SISCOMEX."
FONTE: MDIC

Pessoal, lembrando que o peso líquido total da LI, lá no campo de totalizadores, deve ser óculos + estojo, ok?

Se não terão problemas no registro da DI!


CONCLUSÃO

Entendo que deveriam tornar público os parâmetros que são utilizados pelo DECEX para a comparação e investigação de preços no mercado internacional.

Como por exemplo, para óculos de sol é a quantidade de quilos divido pelo valor total da LI? Ou teriam outras características a serem analisadas?

Assim como também seria importante sabermos o preço unitário utilizado como parâmetro, na realidade seria uma informação imprescindível.

O mesmo vale para as LI´s que são descaracterizadas, por que os parâmetros para esta análise não são públicos? Por exemplo, existe um percentual de alteração de peso que é possível fazer (para mais ou para menos) que não gere a descaracterização da LI?

Por que estas informações não são públicas?

Não sei.

Mas sei que a divulgação auxiliaria no entendimento e nas negociações internacionais, assim como no planejamento da importação.


Abraços pessoal e até a próxima!


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Competição de Fotos da WCO!


Olá pessoal!

Navegando no site da World Customs Organization ou Organização Mundial das Alfândegas, achei uma seção bem interessante de fotos e resolvi compartilhar com vocês!

O tema da seção é "Competição de Fotos", eles informam que é um concurso mundial de fotos onde os participantes, membros da OMA, podem mostrar ao público em geral a história, as atividades e os sucessos de cada Alfândega em seu país.


Vejam abaixo algumas das fotos:

Essa primeira foto do ano de 2015 é do Sudão e mostra os caminhões, digamos que bem carregados, na fronteira com Egito. 

Imaginem a dificuldade que deve ser "estufar" estes caminhões! 

"FRONTEIRA À FRENTE"

Caminhões de mercadorias prontos para atravessar a fronteira entre o Sudão e o Egito. 
Desde abril de 2015, o "Askeit" é o primeiro e único ponto de passagem de fronteira no Sudão que é beneficiado pela filosofia do "Single Window", com todas as autoridades relevantes reunidas sob um mesmo "teto". 
O volume das trocas comerciais entre o Sudão e o Egito através deste ponto de fronteira ascende a cerca de 185 milhões de dólares por ano, um número que se espera que aumente duas vezes, ou mesmo três vezes, nos próximos anos.

2015 - Sudan Customs administration
"Border ahead"



No ano de 2013 a foto vencedora foi da Tailândia

Parece com os nossos armazéns de Viracopos e Guarulhos, não acham?!


"TAILÂNDIA - A GANHADORA DA COMPETIÇÃO"

Os agentes alfandegários em meio a um mundo em rápida mudança.
 
Dois agentes alfandegários inspecionando mercadorias no armazém de carga em meio ao ritmo acelerado das atividades logísticas do armazém.






Outra foto que gostei da edição de 2013, que acabou não ganhando, mas que tem sua beleza é esta abaixo, onde aparecem agentes alfandegários em uma fábrica na China fazendo a liberação aduaneira das mercadorias.






E para finalizar trago as fotos da edição de 2010.

A foto vencedora foi esta abaixo da França, em que mostra um professor da alfândega francesa ensinando regras aduaneiras para seus espertos e atentos "alunos" (rs).


“A TEACHER AND HIS ATTENTIVE STUDENTS"

A foto mostra um instrutor de cães farejadores ensinando 4 labradores (devidamente sentados em suas cadeiras) as categorias de drogas.

2010 - French Customs administration

Encontrei outras fotos nesta mesma edição de 2010, que não foram ganhadoras, mas que merecem destaque também, vejam:




O barco da Receita Federal "Leão Marinho II" no porto de Santos.


Bolas de Futebol da Copa de 2010 falsificadas - apreendidas pela Aduana de Tianjin.





Alfândega da África do Sul apreendeu camisetas falsificadas da seleção "Bafana Bafana" na iminência da Copa de 2010.




Estas são apenas algumas das fotos que selecionei, mas têm várias outras tão interessantes quanto estas, vocês podem conferir no link abaixo:


Acho muito interessante esta área aduaneira pelo encontro de culturas e experiências inesperadas, é possível pelas fotos verem, na maioria das vezes, situações bem incomuns.

Cada Aduana tem suas peculiaridades, pois isto está ligado a cultura do país e as políticas que são criadas para a entrada e saída de pessoas e mercadorias. Mas vejo que apesar de cada Aduana ter suas regras, a maioria está caminhando para uma fiscalização aduaneira mais moderna, por meios mais tecnológicos, objetivando mais agilidade na inspeção de cargas/mercadorias e menos desencontro de informações.

Acredito que nós também chegaremos lá!

Ratificando este raciocínio de uma fiscalização aduaneira mais moderna, segue abaixo a foto ganhadora de 2016 do Bahrein dizendo "Aduana Digital é aqui"!!

Bahrain Customs won the 2016 WCO photo of the year contest with this picure (“Digital Customs is here”),


Por hoje é isso pessoal, até a próxima!